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Equipe interna x agência: o que influencia os resultados da geração de leads B2B

  • Felix Rose-Collins
  • 7 min read

Introdução

In-House vs Agency

A resposta curta? Não é o modelo que você escolhe – é o quanto esse modelo se adapta ao seu estágio de crescimento, orçamento e capacidade interna. Empresas que crescem rapidamente sem uma equipe de marketing dedicada tendem a obter melhores resultados com uma agência. Empresas com um processo de vendas repetível e bem documentado costumam se sair melhor desenvolvendo uma equipe interna. Todo o resto são detalhes.

Dito isso, os detalhes importam. Muitos líderes do setor B2B tomam essa decisão com base na intuição ou no que os concorrentes estão fazendo – e acabam pagando a mais por uma equipe interna inchada ou ficando aquém das expectativas com uma agência que não entende seu nicho. Nenhuma das duas opções fica bem em um slide para o conselho.

Por que essa decisão sempre acaba na mesa do CEO

A geração de leads tornou-se, discretamente, um dos itens mais caros nos orçamentos de marketing B2B. Entre gastos com publicidade, ferramentas (CRM, plataformas de enriquecimento de dados, software de engajamento) e pessoal, o custo de levar um lead qualificado até a equipe de vendas pode disparar rapidamente se a estratégia por trás disso não for sólida.

É por isso que tantas empresas hesitam antes de se comprometerem com qualquer um dos caminhos. Construir internamente significa contratar SDRs, um gerente de geração de demanda e, muitas vezes, um profissional de dados/operações apenas para manter o funil organizado. Terceirizar significa confiar a uma equipe externa seu posicionamento, seu ICP e – francamente – suas metas de receita.

Agências especializadas em outbound e geração de demanda, como a agência de marketing criativo CAPSPOLD, costumam ser contratadas justamente nesse momento decisivo: quando uma empresa precisa de um funil de vendas agora, mas não está pronta para montar um departamento de cinco pessoas para obtê-lo. O atrativo não é apenas a rapidez. É o acesso a uma equipe que já aplicou esse manual em dezenas de setores, em vez de aprender na prática com o seu orçamento.

Custo: o número que todo mundo erra

A conta interna parece simples no papel – um salário de SDR, talvez entre US$ 50 mil e US$ 70 mil, dependendo do mercado, mais uma assinatura de CRM. Mas esse valor raramente inclui o tempo de adaptação (normalmente de três a seis meses até que um novo SDR atinja a cota), as despesas administrativas ou as ferramentas que uma equipe pequena não consegue utilizar plenamente por conta própria.

Os preços das agências geralmente consistem em um honorário fixo ou baseado em desempenho, o que torna o orçamento previsível – você sabe qual é o teto desde o início. A desvantagem é ter menos controle no dia a dia sobre o processo e as mensagens, já que a equipe que executa a estratégia não participa da sua reunião de segunda-feira.

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Alguns fatores de custo que vale a pena comparar lado a lado antes de decidir:

  • Tempo de adaptação – contratações internas levam meses para se tornarem produtivas; as agências geralmente partem de uma infraestrutura e de manuais de estratégia já existentes.
  • Conjunto de ferramentas – as agências muitas vezes já possuem ferramentas de enriquecimento de dados e de alcance, distribuindo o custo entre vários clientes.
  • Risco de rotatividade – perder um SDR interno pode arruinar a produção de uma equipe pequena da noite para o dia; as agências absorvem esse risco internamente.
  • Escalabilidade – ampliar um contrato com uma agência geralmente requer uma conversa; ampliar uma equipe exige um ciclo de contratação.

Nada disso significa que as agências sejam automaticamente mais baratas. Para empresas com alto volume de leads e um ciclo de vendas longo, uma equipe interna experiente pode, eventualmente, gerar receita superior ao seu custo. Só que leva mais tempo para chegar lá – e requer uma gestão que saiba como conduzir a geração de demanda, não apenas aprovar o orçamento para isso.

Também ajuda pensar no custo em termos do que está sendo pago, e não apenas no valor total da fatura. Um salário interno garante atenção dedicada e controle total sobre as prioridades, mas é um custo fixo, independentemente do resultado nos primeiros meses. Um contrato de prestação de serviços com uma agência garante o uso da infraestrutura existente e acesso a uma equipe que atende a vários clientes, mas o custo normalmente varia de acordo com a atividade da campanha, e não com o número de funcionários. Nenhuma das estruturas é inerentemente melhor — elas simplesmente falham de maneiras diferentes. Um funcionário interno com baixo desempenho é um problema demorado e caro de resolver; um contrato com agência com baixo desempenho geralmente é mais rápido de rescindir, desde que o acordo inclua uma cláusula de rescisão.

Há também uma categoria de custo oculto: o tempo de gestão. Alguém ainda precisa dar orientações, revisar e corrigir o rumo, independentemente do modelo escolhido. Equipes internas precisam de um gerente capaz de orientar e responsabilizar os SDRs no dia a dia. Agências precisam de um ponto de contato que possa dar feedback claro sobre as mensagens e a qualidade dos leads, sem microgerenciar a execução. Empresas que pulam essa etapa — presumindo que qualquer um dos modelos funcione no piloto automático — tendem a obter resultados decepcionantes, independentemente de qual tenham escolhido.

Velocidade e especialização: o fator decisivo que passa despercebido

Aqui está o ponto que os fundadores subestimam: o processo de contratação é demorado. Encontrar, avaliar e integrar um SDR ou líder de geração de demanda competente pode levar de dois a três meses antes que ele escreva um único e-mail de abordagem fria. Uma agência, por outro lado, geralmente pode começar a executar dentro de uma a duas semanas após a assinatura do contrato, porque a infraestrutura — sequências, processos de construção de listas, painéis de relatórios — já existe.

A especialização agrava essa situação. Um profissional de marketing generalista pode entender de conteúdo e redes sociais, mas a geração de leads outbound é uma disciplina à parte, com suas próprias regras de entregabilidade, padrões de higiene de listas e cadência de mensagens. Agências focadas especificamente na geração de leads tendem a ter aperfeiçoado isso ao longo de centenas de campanhas em diferentes setores, o que é difícil de replicar com um único funcionário interno que ainda está aprendendo o ofício.

Controle e conhecimento institucional: onde a equipe interna leva vantagem

Nada disso constitui um argumento generalizado a favor da terceirização. O controle é a principal razão pela qual as empresas acabam internalizando a geração de leads. Uma equipe interna está imersa na cultura da empresa, compreende nuances difíceis de explicar a um parceiro externo e constrói um conhecimento institucional que permanece mesmo que uma pessoa saia.

Há também o fator confiança nas vendas. Os representantes de vendas tendem a trabalhar mais estreitamente com os SDRs que participam dos mesmos canais do Slack e das mesmas reuniões, em vez de apenas um nome em um relatório de agência. Para empresas em que o alinhamento entre vendas e marketing já é frágil, adicionar uma camada externa pode criar atrito em vez de eliminá-lo.

Ciclos de vendas longos com produtos altamente técnicos também costumam favorecer as equipes internas — a curva de aprendizado para entender uma oferta complexa a fundo o suficiente para prospectar bem pode ser íngreme, e é mais fácil justificar esse investimento quando a pessoa que está aprendendo vai permanecer na empresa por um longo prazo.

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Há também um efeito cumulativo que vale a pena notar: o conhecimento institucional não fica restrito a uma única pessoa, ele molda a forma como toda a equipe faz prospecção ao longo do tempo. Um SDR interno que passou um ano trabalhando com a mesma linha de produtos começa a perceber padrões que um parceiro externo pode deixar passar — quais objeções realmente inviabilizam negócios e quais são apenas ruído, quais setores convertem mais rápido do que o ICP no papel sugere. Esse tipo de reconhecimento de padrões é difícil de transmitir em um documento de transferência, o que explica, em parte, por que empresas com ofertas muito específicas ou complexas costumam relutar em terceirizar totalmente, mesmo quando uma agência poderia, tecnicamente, executar a abordagem.

Se você optar pela agência, avalie-a como se fosse uma contratação

Optar pela terceirização não significa que a diligência acabe. Tratar a seleção de uma agência com o mesmo rigor que uma contratação-chave tende a separar as parcerias que dão certo daquelas que fracassam discretamente após dois meses.

Algumas perguntas que vale a pena fazer antes de assinar qualquer contrato:

  • O que os relatórios deles realmente mostram? Peça para ver um relatório de amostra de um cliente atual (anonimizado, se necessário). Métricas vagas de “engajamento” sem dados de conversão de leads em reuniões são um sinal de alerta.
  • Eles são especializados no seu nicho ou em geração de leads de maneira geral? Uma agência generalista ainda pode ser uma boa opção, mas espere um período de adaptação mais longo enquanto ela aprende a linguagem do mercado e as objeções dos clientes.
  • Quem está realmente fazendo o trabalho? Algumas agências colocam estrategistas sênior na reunião de apresentação e juniores na execução. Isso não é necessariamente ruim, mas deve ser informado desde o início, e não descoberto depois de um mês.
  • O que acontece se não estiver funcionando após 60 dias? Uma cláusula de rescisão clara protege ambas as partes e costuma estar associada a agências que confiam em seu processo.

Nenhuma dessas perguntas é hostil — uma boa agência parceira já as espera e responderá diretamente. São as respostas vagas ou defensivas que merecem atenção.

Tomando a decisão propriamente dita

Em vez de escolher um lado de forma abstrata, a maioria das empresas B2B se situa em algum ponto de um espectro: agência para tração inicial e testes de mercado, depois um modelo híbrido e, por fim, uma estrutura interna completa quando o volume e a previsibilidade justificarem o quadro de funcionários. Algumas permanecem no modelo híbrido indefinidamente, mantendo uma agência para o volume no topo do funil, enquanto uma equipe interna lida com a nutrição e o fechamento de negócios.

A lista de verificação honesta é mais ou menos assim: com que rapidez você precisa de um pipeline, quanto dinheiro está disponível para uma expansão gradual, quão técnico é o processo de vendas e o quanto a equipe fundadora já sabe sobre a execução de vendas proativas. Responda a essas quatro perguntas com sinceridade, e o modelo “certo” tende a se revelar por si só.

Considerações finais

Não há um vencedor universal aqui, e quem afirmar o contrário provavelmente está tentando vender algo. O que realmente gera resultados é adequar o modelo ao momento – tração rápida e execução especializada favorecem uma agência, enquanto profundidade, controle e conhecimento institucional de longo prazo favorecem a construção de uma equipe interna. A maioria das empresas B2B em crescimento utilizará ambas as opções em momentos diferentes, e isso não é indecisão. É assim que a geração de demanda realmente amadurece.

Felix Rose-Collins

Felix Rose-Collins

Ranktracker's CEO/CMO & Co-founder

Felix Rose-Collins is the Co-founder and CEO/CMO of Ranktracker. With over 15 years of SEO experience, he has single-handedly scaled the Ranktracker site to over 500,000 monthly visits, with 390,000 of these stemming from organic searches each month.

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